Após o
incidente em Leiria, Damien regressa a Aveiro, ainda não possuía uma casa
então, ele e a irmã viviam em hospedarias, o suficiente para aguentar as noites
gélidas do Inverno. A meio do mês de Outubro, Damien recebe uma carta de Juana,
perguntando se estaria disposto a cometer algo ilegal com uma justificação,
ocupar o Castelo do Porto que na altura se encontraria vazio pois os seus
conselheiros tentaram atacar uma cidade que outrora pertenceu ao Condado,
Lamego. Com os ferimentos, eles ficaram incapazes de governar e pelas atitudes
face à povoação da cidade atacada, decidiram invadir o Castelo. Para Damien
pouco lhe interessava ajudar o Condado, aquela situação apenas lhe permitiria
ganhar reconhecimento, um bandido por uma boa causa, uma vez que nem tesouro
existia no Castelo, apenas dívidas. E assim foi, dia vinte e sete de Outubro,
Damien entra no exército Rubicão Pro-Porto comandado por Kalled e entra no
Castelo. Pouco tempo depois foi decidido que iriam retomar o controlo do
Condado e assim, Damien foi nomeado Juíz, sendo impossibilitado logo a seguir
de poder exercer funções e renomeado Comissário do Comércio até umas novas
eleições.
Damien
regressa, depois, a Coimbra, já com duas cadeiras “roubadas” no seu currículo.
Ele sabia que um processo se aproximava e que tinha apenas duas opções: fugir
para fora do Reino ou ficar por lá e ser julgado. Na mesma época, Coimbra
sofria várias ameaças de ataque vindo do Condado Lisboeta, o que acabou por
acontecer mais tarde pelo exército de um ex-nobre que outrora assaltara o
Castelo de Coimbra, Kokkas de Monforte. Damien vira ali uma oportunidade de
reduzir a sua pena e ao mesmo tempo de espalhar o seu nome de forma a ganhar
uma boa fama para futuros sucessos. Entrou no exército e lutou na Guarda alguns
dias, matando assim um francês do exército opositor. Dias mais tarde, foi
ferido gravemente em batalha quase perdendo a vida devido a um corte profundo
nas costas. Assim como os restantes feridos e mortos, foi levado para Viseu,
onde ficou umas semanas a recuperar com apenas umas toalhas e umas linhas
cozidas que uniam a pele das suas costas, esperando que Jah não deixasse
infecionar a ferida. Após muitas dores e tediosos dias deitado numa cama,
Damien melhorou e conseguiu, finalmente, viajar.
Aos
poucos e poucos foi recuperando e trabalhando nas minas e em campos, já a sua
irmã aperfeiçoava a sua habilidade de escrita e tecelagem por Aveiro. Damien
viajou para o Porto uns dias, aproveitou para conhecer a cidade que, sem saber,
iria ter um papel importante na sua vida. Um ou dois dias depois de chegar na
cidade e se instalar na hospedagem, dois guardas levaram-no para a prisão do
Condado do Porto a mando da Juíza do Condado de Coimbra pelo assalto ao Castelo
do Porto. Cumpriu a sua pena - três dias, numa pequena cela, sem direito a
banho e com uma alimentação insuficiente.
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| Damien a fugir do Condado do Porto em direção a Aveiro |

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